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Ernesto: a política ganhou

Enquanto eu escrevo essa “rapidinha”, a CPI da pandemia segue emparedando o ex-chanceler Ernesto Araújo. Um dos ex-ministros que mais personificam o sentimento antipolítica promovido pela Lava Jato e Jair Bolsonaro durante o ano de 2018.

E é claro, a internet foi à loucura com Renan Calheiros e Kátia Abreu que foram implacáveis com Araújo que até o momento não se recorda de muita coisa e tudo que diz é dito com a voz trêmula.

O Brasil vive uma relação de amor e ódio pelo Renan Calheiros e pela Kátia Abreu e sabe porque? Eles são políticos!

A política é a arte do que é possível e não do que é ideal. São políticos de primeira linha, personificações da política. Sabem fazer política como pintores fazem quadros.

E a política envolve pragmatismo, firmeza e também ternura. Política é a arte da negociação e dos consensos, políticos não querem instabilidade, agitação ou alvoroço desnecessário. Quem defende o caos, o tumulto e a falta de decoro são aqueles eleitos pela falsa alcunha de “nova política”.

Acontece que não só Ernesto, como todo o governo Bolsonaro buscam o confronto, o caos e a confusão, terrenos inférteis para exercerem a política, por isso correram para abrandar 2013, o impeachment e outros riscos recentes no país, como, por exemplo, a Lei de Segurança Nacional.

Podemos criticar, podemos julgar e pode não gostar mas não devemos negar a importância da política e da suposta “velha política” para a manutenção da normalidade democrática do país.

Por isso amamos odiar políticos inveterados como Kátia Abreu e Renan Calheiros.

A CPI é composta por notórias raposas velhas da política nacional e estão justamente investigando os executores da “nova política”, para este o saldo está mais do que negativo.

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